Dia a Dia

Paciência

Começo esse texto contando para vocês um pedaço da minha história como pedagoga Montessori… Conheci Montessori pelo Youtube em 2012, no canal da Flávia Calina e alí mesmo me apaixonei. Sempre admirei a forma como ela tratava a sua filha (até então só a Vi era nascida) e me encantava cada vez mais! Mas o que mais me chamava a atenção, era a paciência que ela tinha em lidar com os desafios, isso me chamava MUITO atenção. Então, um dia conversando no Twitter, mandei mensagem pra ela, perguntando como ela era tão paciente e ela me respondeu: “Treino, treino, treino, treino… <3”.

Isso foi em 2015, eu estava no primeiro ano de faculdade e ali não fez tanto sentido pra mim, mas depois que passei a trabalhar com crianças e entender sobre Montessori, passou a fazer muito sentido.

Por mais clichê e óbvio que pareça, paciência é treino.

Agora, uma pergunta: porque nós perdemos a paciência? Em quais momentos da nossa vida nós perdemos a paciência?

E como resposta: são aqueles que a gente não sabe o que fazer, não sabemos como ajudar. Ás vezes, quando perdemos a paciência é porque estamos com medo por não sermos obedecidos e, com o nosso orgulho a mil, a ira e tirania vem a tona. Mas, “a paciência é o antídoto mais poderoso que existe para a tirania.” – Gabriel Salomão

Por mais dolorido que seja, devemos esperar e observar aquela situação e entender o que a criança precisa, como posso ajuda-la? Qual é a sua necessidade?

Nessa hora, lembro da importância de nos abaixarmos e, com calma, conversar com a criança e tentar entender qual é a sua necessidade. Mas atenção: a maior parte das vezes, ela não vai te falar… Você vai precisar se colocar no lugar dela e buscar entender.

Não é fácil manter a calma em um momento de desequilíbrio da criança… Porém, devemos sempre lembrar quem é o adulto da situação para podermos agir da forma mais racional possível.

E por mais clichê e óbvio que pareça: paciência é treino e saber esperar.

“A impaciência é fácil, e automática. A paciência exige esforço. Mas é um esforço que nos descansa, que nos liberta. Abrir mão dos objetivos e do futuro, para fazer o nosso melhor em cada ação, agora, não é o caminho para o eterno descanso, mas é o caminho para fora de um ciclo de exaustão e frustração, e é o caminho para relações mais perfeitas, conosco e com as crianças que dependem de nós.” Gabriel Salomão

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